FATOS e NÚMEROS
Alergias alimentares
(1) Estima-se que a prevalência de alergias alimentares seja de aproximadamente 1-3% da população de adultos e de 4-6% entre crianças.
(2) A prevalência de alergias a amendoim quase dobrou em um período de cinco anos.
(3) Um pequeno grupo de alimentos é responsável por aproximadamente 90% das alergias alimentares. Estes são: leite, ovos, soja, amendoim, frutas oleaginosas (nozes, castanhas, e similares), trigo, frutos do mar e peixe.
(4) Enquanto nos adultos as alergias normalmente persistem pela vida toda, as crianças podem deixar de ter alergia a determinados alimentos conforme elas crescem.
(5) O único tratamento para as alergias alimentares é a eliminação completa do alimento que causa a reação alérgica da dieta.
(6) Os sintomas de uma alergia alimentar podem diferir bastante entre indivíduos, variando desde um desconforto leve até reações potencialmente fatais. Os sintomas incluem por exemplo, inchaço dos lábios e língua, irritação da pele e sintomas gastrointestinais (diarréia, náusea e vômitos). Coriza e falta de ar também são freqüentes. Alguns indivíduos podem desenvolver reações anafiláticas.
(7) A reação anafilática é uma reação alérgica potencialmente fatal. Os sintomas geralmente aparecem rapidamente após a ingestão do alérgeno e podem envolver a pele (coceira, vermelhidão, brotoejas), inchaço da garganta e dificuldade de respirar, sintomas gastrointestinais e perda da consciência. Cuidados médicos urgentes são necessários e geralmente incluem a aplicação de injeção de epinefrina (adrenalina).
(8) Os amendoins e frutas oleaginosas (nozes, castanhas e afins) estão entre os maiores responsáveis por estas reações alérgicas fatais.
(9) A cada ano estima-se que nos Estados Unidos as reações anafiláticas sejam responsáveis por cerca de 30mil atendimentos hospitalares emergenciais, 2.000 internações e 150 mortes.
(10) As alergias alimentares são diferentes das intolerâncias alimentares. As alergias alimentares são reações adversas a determinados alimentos causadas pelo sistema imunológico. Já as intolerâncias alimentares não são mediadas pelo sistema imunológico e geralmente não são fatais.
Referências Bibliográficas
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- World Health Organization. 2006. Food Allergies. International Food Safety Authorities Network (INFOSAN). Information Note No. 3/2006
Doença Celíaca
(1) A doença não é nem uma alergia clássica (não é mediada pelas imunoglobulinas E) nem uma intolerância alimentar. Ela é uma doença intestinal auto-imune crônica e geneticamente determinada, induzida pelo glúten (uma proteína presente no trigo, na cevada e no centeio). Ela danifica o intestino delgado e interfere na absorção de nutrients. A doença permanece por toda a vida, e pode ser diagnosticada em qualquer idade.
(2) Atualmente, o único tratamento para a doença é a exclusão total do glúten da dieta. Mesmo quantidades quantidades invisíveis, muito pequenas, podem ser muito prejudiciais ao celíaco.
(3) Estima-se que a prevalência geral da doença celíaca varie entre 0.5 e 1% da população de vários países.
(4) Estudos recentes sugerem que a doença celíaca não está restrita às populações de países europeaus. A prevalência é de fato similar nos países da América do Norte, América do Sul, Ásia, região Pacífica e África onde a doença foi investigada.
(5) Em alguns grupos de risco (como parentes de primeiro grau, portadores de diabete tipo 1, de síndrome de Down, autismo, dentre outras doenças auto-imunes), a prevalência da doença celíaca pode ser inclusive muito maior do que 1%.
(6) A doença celíaca pode desencader manifestações clínicas diversas, como sintomas gastrointestinas crônicos (diarréia, constipação, dores e inchaço abdominal), perda de peso, baixa estatura, anemia, problemas no esmalte dentário, problemas neurológicos e fadiga. Alguns pacientes, no entanto, tem apenas sintomas leves ou mesmo nenhum sintoma.
(7) O diagnóstico da doença celíaca envolve exames de sangue enquanto a dieta do paciente ainda tem glúten (anti-endomísio IgA, anti-transglutaminase IgA e IgA total sérico; exames anti-endomísio IgG e anti-transglutaminase IgT também podem ser solicitados quando o nível sérico de IgA é baixo) e através de uma biopsia duodenal.
(8) A doença celíaca está associada à uma frequência mais elevada de osteoporose, infertilidade, outras doenças auto-imunes, e a algumas doenças malignas, como os linfomas. No entanto, aqueles pacientes celíacos que seguem rigorosamente a dieta sem glúten podem reverter os danos causados ao intestino.
Referências Bibliográficas
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